Então se sair deste lado da cadeira sem tombar o copo da cerveja e ao mesmo conseguir enlaçar um cigarro na boca com um golpe de mestria acender com a caixa de fósforos que ainda teem o leve cheiro a mofo que ontem tirei do armário, não me lembro da memórias remotas, ainda que tente aclarear este nevoeiro em que olhares se seguem de tontura terpidante.
Quase cair de costas em seco na areia fina desta esplanada á beira mar plantada, ainda que as alegrias ressoem em muitas gargalhadas de boca entremecida, o soslaio que se torna em forma de caça soberana, seria assim os dias que calmamente vao caindo sobre este pano bordado pelo calendário, sem repetições nem mesmo cores que ainda que parecidas com o cair da aurora, mais isto e aquilo que preenche cada coisa diferente de mim de todos e dos demais, a verdadeira repetição ainda mesmo que se procure o contratempo impera nos imediatos minutos e segundos de vida.
Tremendo pelo frio dos lábios, querendo repetir sem saciar, mergulhar em profundidade sem nunca bater no fundo, comemorar a vida dentro de uma garrafa de champanhe, brindar com os copos de cristal que neles o vento assobia “À NOSSA!”, não voltar sem esquecer os que por lá longe pedem um brinde, os eternos que dentro de nós vivem, em silêncio apenas com as vozes da nossa memória.
Sem misturar lenga lenga...
Com força
... até o sentires, ele mora em silêncio dentro de nós, até o sentir-mos.